Pérola Bonfanti é artista multimídia, nascida no Rio de Janeiro em 1983. Sua pesquisa parte de uma convicção: às vezes, a arte é uma ponte entre o mundo visível e o invisível — e é essa travessia que atravessa toda a sua obra. Filha do pintor ítalo-brasileiro Gianguido Bonfanti, cresceu no meio artístico, formou-se em Música Popular Brasileira pela UNIRIO em 2009 e aprofundou sua pesquisa em artes visuais na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Sua prática transita entre desenho, instalação, cerâmica, jogos urbanos site-specific, arte relacional e música, tendo como base o diálogo, a co-criação e o encontro entre linguagens.
Entre 2013 e 2015, desenvolveu os jogos urbanos The 13 Portals, em Nova York, e 4 Aces, em Viena, este último em parceria com a Ars Electronica, o Museu Albertina e o Museu de História da Arte. Ministrou palestras e cursos sobre arte-jogo na Universidade Leuphana (Alemanha) e na Alpen-Adria Universität (Áustria), e apresentou o jogo digital Nothing Remains Unseen na conferência DiGRA 2015.
Realizou exposições individuais nas galerias DialogArt (Viena), Wozen (Lisboa), Fornaciai Gallery (Florença), Galeria da Praça e Espaço Alienista (Rio de Janeiro), e participou de coletivas em instituições como o MARCO — Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul, o Centro Cultural dos Correios, o Centro Cultural da Justiça Federal e, em 2026, da exposição O Que Insiste em Viver, no Miolo (Rio de Janeiro).
Desde 2023, mantém uma colaboração contínua com o produtor e engenheiro de som Zeo Guinle, iniciada com o EP Trilogia a Seu Zé Pilintra e desdobrada no projeto multidisciplinar Mensageiros do Invisível, no single Malunguinho — em parceria com o musicista indígena Fulni-ô Tama Sawe — e no videoclipe Zé do Cais. Essa pesquisa investiga as tradições espirituais afro-indígenas brasileiras como matriz contemporânea de pensamento e criação. Entre 2025 e 2026, assinou também a identidade visual e o design da produtora Zero Gravity Music Group.
Sua obra integra coleções particulares e institucionais em nove países — Alemanha, Argentina, Áustria, Brasil, Estados Unidos, França, Israel, Itália e Uruguai.— e segue construindo pontes entre planos: o corpo e o símbolo, o presente e a ancestralidade.