Pérola Bonfanti (Rio de Janeiro, 1983) é artista multimídia. Sua produção transita entre artes visuais, música, performance, instalações e projetos participativos.
Formada em Música Popular Brasileira pela UNIRIO em 2009, aprofundou sua formação em artes visuais na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde frequentou cursos livres desde 2001 e foi monitora do Programa Fundamentação em 2012.
Nesse período, desenvolveu trabalhos de arte urbana com o coletivo Flutuarte, levando sua pesquisa para o espaço público.
Entre 2012 e 2014 viveu em Nova York, onde desenvolveu o projeto The 13 Portals, um jogo urbano site-specific que propunha experiências artísticas pela cidade. A pesquisa se desdobrou no projeto 4 Aces, realizado em Viena, em parceria com instituições como Ars Electronica, Museu Albertina e Museu de História da Arte. A partir desses trabalhos, ministrou palestras e workshops sobre arte-jogo e processos de gamificação em universidades da Alemanha e da Áustria e apresentou o jogo digital Nothing Remains Unseen na DiGRA 2015.
De volta ao Brasil, sua pesquisa passou a aprofundar o diálogo com a ancestralidade, os imaginários espirituais afro-indígenas brasileiros e os processos de criação ligados à experiência ritual. Em sua prática visual, trabalha principalmente com desenho, pintura, gravura, cerâmica e objetos, utilizando materiais como carvão, café, pigmentos minerais e vegetais, urucum e metais.
Realizou exposições individuais em Viena, Lisboa, Florença e Rio de Janeiro e participou de exposições coletivas em instituições como o MARCO — Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul, o Centro Cultural dos Correios e o Centro Cultural da Justiça Federal. Em 2026, realizou sua maior exposição individual, A Arte entre o Sagrado e o Profano, na Galeria Evandro Carneiro Arte, no Rio de Janeiro, reunindo 46 trabalhos entre desenhos, pinturas, gravuras, objetos e performance.
Desde 2023, mantém uma colaboração com o produtor e engenheiro de som Zeo Guinle. A parceria teve início com o EP Trilogia a Seu Zé Pilintra e se expandiu para o projeto multidisciplinar Mensageiros do Invisível, além do single Malunguinho, realizado com o músico indígena Fulni-ô Tama Sawe, e do videoclipe Zé do Cais. Esses projetos ampliam sua pesquisa para o campo da música, do audiovisual e das experiências imersivas.
Pérola Bonfanti desenvolve uma obra construída a partir do trânsito entre linguagens. Música, imagem, matéria, espaço e experiência se encontram em uma pesquisa que investiga o imaginário, a memória e as relações entre o mundo visível e aquilo que permanece invisível.
Sua obra integra coleções particulares e institucionais no Brasil, Alemanha, Argentina, Áustria, Estados Unidos, França, Israel, Itália e Uruguai.