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Desenhos I - Pontes
Esta pesquisa investiga o tempo como permanência do afeto na forma humana. Os corpos representados aqui não pertencem a um único período — são figuras que atravessam épocas, mitos e culturas, carregando símbolos que sobreviveram à própria passagem do tempo.
Ao expandir os limites do suporte e tensionar relações entre períodos distintos, o desenho passa a operar como ato de continuidade: não uma representação fixa, mas um gesto que afirma a circularidade da experiência humana.
O tempo, aqui, não é linear. É expansivo. Move-se em camadas, retorna sob novas formas, reconhece-se em rostos antigos.

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